Notícias

Programa Casa do Estudante - Bolsa Permanência fortalece trajetórias no ensino superior da Paraíba

publicado: 12/01/2026 11h20, última modificação: 12/01/2026 11h20
1 | 3
Fotos: Mateus de Medeiros
2 | 3
Fotos: Mateus de Medeiros
3 | 3
Fotos: Mateus de Medeiros
WhatsApp Image 2026-01-12 at 11.17.02 (2).jpeg
WhatsApp Image 2026-01-12 at 11.17.02 (1).jpeg
WhatsApp Image 2026-01-12 at 11.17.02.jpeg

Garantir o acesso à universidade é apenas o primeiro passo. Permanecer, concluir a graduação e transformar a formação acadêmica em oportunidade de futuro é o desafio central enfrentado por milhares de estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Foi a partir dessa compreensão que o Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), estruturou e colocou em prática o Programa Casa do Estudante – Bolsa Permanência, uma política pública que, ao longo do ano de 2025, consolidou um novo modelo de assistência estudantil no estado.

O Programa Casa do Estudante – Bolsa Permanência selecionou 420 estudantes universitários de baixa renda, sendo 210 da UEPB e 210 vinculados a outras instituições públicas de ensino superior da Paraíba. Cada estudante passou a receber uma bolsa mensal no valor de R$ 1,5 mil, destinada a auxiliar nas despesas de moradia, alimentação, transporte e materiais acadêmicos, contribuindo diretamente para a redução da evasão universitária.

Para o secretário da Secties, Claudio Furtado, iniciativas como essa reafirmam o papel do Governo da Paraíba em garantir o avanço do ensino superior em todos os âmbitos de necessidade. “O Programa Casa do Estudante – Bolsa Permanência marca um avanço muito importante na política de assistência estudantil da Paraíba. É um investimento significativo do Governo do Estado, na ordem de quase R$ 7 milhões, que mostra o compromisso de garantir não só o acesso, mas principalmente a permanência dos estudantes no ensino superior, reduzindo a evasão e ampliando as oportunidades para quem mais precisa”, ressaltou.

Claudio Furtado completou explicando que, para 2026, a expectativa é seguir fortalecendo e ampliando esse tipo de política. “A Secties tem um papel central nesse processo, atuando no planejamento, na execução e no acompanhamento dos programas de assistência estudantil, sempre com o objetivo de alcançar mais estudantes, aperfeiçoar os instrumentos de acompanhamento e integrar essas ações a outras políticas educacionais do Estado”.

Segundo o gerente de assistência estudantil da Secties, Tulhio Serrano, o impacto desse tipo de política pública vai além do estudante beneficiado. “A gente acredita que investir em assistência estudantil é investir no desenvolvimento da Paraíba. Quando o estudante consegue permanecer na universidade, concluir sua formação e se qualificar, quem ganha é toda a sociedade. Esse é um caminho que já começou a ser trilhado e que tende a se consolidar nos próximos anos, com novos investimentos e com o fortalecimento da atuação da Secties na construção de uma política de permanência cada vez mais sólida e inclusiva.”

Esse é o caso da aluna do curso de Fisioterapia da UEPB, Iasmin Cammily, uma das beneficiadas do programa. Natural de Nova Palmeira, ela precisou sair do município para conseguir estudar em tempo integral. “Meu curso é integral e eu não teria como ir e voltar todos os dias. Nova Palmeira fica a mais de uma hora e meia daqui, e também não teria como trabalhar. Minha mãe é funcionária pública e recebe um salário mínimo, então essa bolsa é de extrema importância para suprir necessidades básicas como transporte, moradia, aluguel e alimentação”, relata.

Já Alex Martins, estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), é natural de Solânea, município localizado a cerca de 70 quilômetros de Campina Grande. Ele enfrentou, por vários períodos, a rotina de deslocamento diário entre cidade e universidade. “Esse deslocamento acaba prejudicando o rendimento acadêmico, não só o meu, mas de muitos colegas”, explica.

Agora, com o apoio da bolsa permanência, Alex contou que vai conseguir morar na mesma cidade da sua universidade e se dedicar melhor aos estudos. “A gente tem gastos maiores com aluguel, alimentação e transporte. Essa bolsa vai me ajudar a permanecer com mais tranquilidade aqui e focar melhor nos estudos”, afirma.

Além disso, o Governo da Paraíba anunciou o Programa de Ações Afirmativas, iniciativa voltada à promoção da diversidade e da equidade no ensino superior, com a concessão de 300 bolsas no valor de R$ 700 mensais para estudantes negros, indígenas, quilombolas, ciganos, pessoas com deficiência e pessoas trans matriculados na UEPB.

Da Casa do Estudante ao modelo de bolsa com alcance estadual

A iniciativa representa uma evolução significativa em relação ao modelo tradicional da Casa do Estudante, instituída em 1937 e localizada na Rua da Areia, em João Pessoa, que, por décadas, atendeu de forma restrita estudantes do sexo masculino. Com a criação do Programa Casa do Estudante – Bolsa Permanência, o Governo da Paraíba ampliou a assistência estudantil, adotando um formato mais inclusivo, com abrangência estadual, equidade de gênero e alinhamento aos princípios da Política Nacional de Assistência Estudantil (PNAES).

Coordenado pela Secties, o programa passou a contemplar estudantes regularmente matriculados em cursos presenciais de instituições públicas de ensino superior do estado, além de beneficiários do Programa Universidade para Todos (Prouni) com bolsa integral, do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) 100%, participantes do Programa de Inclusão Através da Música e das Artes (Prima) e estudantes estrangeiros vinculados ao Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) matriculados na UEPB.

Implantação da bolsa e acompanhamento dos beneficiários

Como parte do acompanhamento e da orientação aos beneficiários, a Secties promoveu uma série de reuniões presenciais em diferentes regiões do estado, abrangendo municípios como Cajazeiras, Catolé do Rocha, Sousa, Pombal, Patos, Campina Grande, Monteiro, Guarabira, Araruna e João Pessoa. Os encontros tiveram caráter obrigatório e foram fundamentais para esclarecer dúvidas, conferir documentação e orientar os estudantes sobre as responsabilidades e etapas do programa.