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Com ciência, dados e inovação, Paraíba avança e colhe resultados históricos em 2025

publicado: 29/12/2025 10h54, última modificação: 12/01/2026 10h58
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Ao longo de 2025, a Paraíba testemunhou investimentos públicos robustos em resultados concretos que colocaram o estado em posição de destaque no cenário nacional em ciência e tecnologia. Através da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), o Governo da Paraíba consolidou um conjunto de políticas estruturantes que se refletiu em indicadores inéditos, obras estratégicas, fortalecimento das universidades e respostas científicas a desafios reais da população paraibana.

O reconhecimento veio de forma categórica. De acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), a Paraíba conquistou o primeiro lugar do Nordeste e a vice-liderança do Brasil em investimentos públicos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), alcançando a média de 80,9. O desempenho em pesquisa científica também impressionou, com média de 67,4, colocando o estado na sexta posição nacional e na terceira regional. Esses resultados impulsionaram a Paraíba à 11ª colocação geral no ranking e à liderança nordestina no pilar inovação.

Por trás desses números está um ciclo consistente de investimentos. Nos últimos cinco anos, o Governo da Paraíba ultrapassou a marca de R$ 700 milhões aplicados em ciência, tecnologia e inovação, por meio de mais de 50 ações e programas executados pela Secties, pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq) e por parceiros institucionais. Esses recursos impactaram desde a pesquisa acadêmica de ponta até o fortalecimento do empreendedorismo inovador, a popularização da ciência e a inserção da Paraíba em grandes projetos científicos internacionais.

Complexo Científico do Sertão: ciência de ponta e desenvolvimento regional

No campo da pesquisa estruturante, o Complexo Científico do Sertão se consolidou como uma das iniciativas mais inovadoras do país na interiorização do conhecimento. Desde seu anúncio em 2024, o projeto já recebeu mais de R$ 75,8 milhões em investimentos e avançou significativamente em todas as suas frentes de atuação, transformando uma política pública em realidade concreta.

Em julho de 2025, o governador João Azevêdo assinou a ordem de serviço de R$ 24 milhões para a construção da Cidade da Astronomia, em Carrapateira, um centro voltado à popularização da ciência, com observatórios, planetário e espaços educativos. Desde então, a obra entrou em fase de construção, disponibilizando equipamentos de observação e experimentação que permitem transpor a teoria dos livros para a prática, tornando a ciência tangível e compreensível para a população.

O Radiotelescópio BINGO, em Aguiar, apresentou avanços estruturais expressivos ao longo do ano; no Monumento Natural Vale dos Dinossauros, em Sousa, as ações do Projeto de Pesquisa e Preservação do Patrimônio Geopaleontológico e Arqueológico da Bacia do Rio do Peixe estão sendo implementadas; o Museu de Arqueologia em Cajazeiras, equipamento que encerra o tour científico do Sertão, encontra-se em fase de contratação para execução das obras e implantação, completando um circuito integrado de conhecimento que mobiliza comunidades, universidades e instituições internacionais em torno da ciência como motor de desenvolvimento regional.

Dados e evidências orientando políticas públicas
Outro eixo fundamental foi o uso de dados e evidências para orientar decisões públicas. Desenvolvido pela Secties em parceria com a UFPB e a Fapesq, o Sistema de Inteligência de Dados em Ciência e Tecnologia da Paraíba (SIDTec) se consolidou como uma ferramenta pioneira no país. Em 2025, notas técnicas produzidas a partir da plataforma revelaram, por exemplo, o crescimento de 71,25% na oferta de vagas de graduação no estado entre 2010 e 2022, superando a média nacional.

Esse cenário é reforçado pelos dados sobre a produção científica e tecnológica do estado. Entre 2019 e 2024, a Paraíba registrou mais de 1.300 inovações, com desempenho superior às médias do Nordeste e do Brasil, além da produção de cerca de 20 mil artigos científicos, metade deles publicados em periódicos de alto impacto. As universidades públicas responderam pela ampla maioria dessa produção, evidenciando a centralidade do sistema público de ensino superior no desenvolvimento científico do estado.

A criação da Secties, em 2023, deu robustez institucional a essa política e ampliou a capacidade do estado de conectar estudantes, pesquisadores e empreendedores a redes nacionais e internacionais, com destaque para o programa Paraíba Sem Fronteiras, que ganhou escala significativa em 2025.

Ciência que salva vidas: resposta rápida à crise do metanol
Os impactos desse investimento contínuo ficaram claros quando a ciência paraibana respondeu rapidamente a uma crise de saúde pública. Pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba desenvolveram uma tecnologia capaz de identificar a presença de metanol em bebidas alcoólicas com taxa de acerto de 97%, resultado direto de pesquisas iniciadas anos antes com apoio do Governo do Estado.

A solução ganhou repercussão nacional e mostrou, na prática, como o investimento em ciência gera retorno social, protege vidas e fortalece a capacidade das universidades de responder a emergências.

Inovação e empreendedorismo: do apoio às startups ao desenvolvimento nas favelas
A inovação também ganhou forma no apoio ao empreendedorismo tecnológico. Dezenas de startups passaram por programas de incubação e aceleração ao longo do ano. Iniciativas como o projeto Empreendedorismo e Inovação nas Favelas garantiram apoio financeiro e mentorias a empreendimentos oriundos de territórios populares, democratizando o acesso à economia da inovação.

Ao mesmo tempo, eventos, hackathons, olimpíadas científicas, ações na área de games e o Circuito Game Dev Quest fortaleceram o diálogo com o público jovem e estimularam novas vocações para a ciência e a tecnologia. A Paraíba passou a ser reconhecida nacionalmente como um polo emergente no desenvolvimento de jogos digitais independentes.